Para evitar a proliferação do vírus a dica do médico é rever hábitos básicos de higiene, não compartilhar objetos pessoais (óculos, toalhas, leços), lavar bem as mãos com sabão e se possível álcool em gel (70%), evitando esgrefá-las aos olhos. E agora o risco são os períodos de baixas temperaturas, quando as pessoas ficam mais tempo em ambientes fechados, nessa época é comum que a doença aumente em torno de 15%. “Se você souber que está com conjuntivite ou suspeitar, evite essa exposição. O vírus se espalha muito rápido e logo pode se transformar em uma epidemia, como a que estamos vendo. Em escolas, creches, empresas e outros ambientes que não podemos evitar esse contato com tantas pessoas a higiene é a principal arma de defesa”, lembra Boianovsky.
O médico Jonathan Lake alerta ainda em relação à automedicação, muito comum porque segundo ele as pessoas acham que a conjuntivite é algo bastante simples. “O indivíduo poderá cometer, por exemplo, o erro de usar colírios antibióticos para tratar uma conjuntivite alérgica, por exemplo. E com isso ir criando resistência a outros tratamentos e ainda não resolver o problema de imediato. Até mesmo a Organização Mundial da Saúde lançou no mês de abril um alerta entorno dessa automedicação antimocrobiana, pois já se tornou um problema de Saúde Pública”, diz o oftalmologista.
Outro equívoco muito comum é usar a medicação que sobrou da última vez que se teve conjuntivite, pois poderá estar contaminado ou não corresponder ao mesmo tipo da doença. A única medida caseira aconselhada pelo oftalmologista é o uso de compressas de água gelada no local, mas só enquanto não for feita uma avaliação médica. É uma medida apenas para aliviar o desconforto e não vai curar a doença.
Confira os principais cuidados com a conjuntivite viral:
- Não guardar o colírio aberto
- Não se automedicar
- Não usar colírio com corticoide, nem colírio de antibiótico
- Inicialmente, o melhor é fazer apenas a compressa gelada e imediatamente adotar as medidas que impedem a disseminação
- Se o quadro piorar e aparecerem sinais de dor, desconforto e fotofobia, procure um médico
- Se as medidas básicas forem adotadas e o quadro não piorar, continue com o tratamento por duas semanas
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